As Semelhanças da Diferença: Grupo de Sangue O

  • 19 Novembro, 2017

“Para poder ter a nossa casa em equilíbrio e para que os alicerces se mantenham firmes é necessário ter uma base sólida. Se por acaso não a temos, o melhor mesmo será destruir e voltar a construir. A estrutura deve estar bem montada para que a casa se possa manter.”

A primeira vez que ouvi isto fez claramente todo o sentido. Se construirmos uma casa em areias movediças, como podemos esperar que esta se mantenha de pé?! Por muito difícil ou doloroso que possa parecer, muitas vezes torna-se necessário destruir, revolver e alisar a terra para depois voltar a erguer.

Um dos três componentes que forma essa base é precisamente a nutrição. Comer não corresponde apenas a um simples ato de satisfação e prazer; é mais que isso, trata-se da forma como damos ao nosso corpo a energia para que toda a engrenagem se mantenha de modo preciso e sem falhas. Pensando num relógio, se uma “simples” roda dentada não se encontrar devidamente oleada, será que este funcionará correctamente?

Além disso cada pessoa é única, tem o seu próprio DNA, a sua impressão digital, portanto a sua alimentação deverá seguir o mesmo registo. Diretrizes terão sempre que existir, semelhanças serão encontradas mas o que torna fascinante é a unicidade do processo.

Alguns dos indicadores que ajudam a direccionar o processo, a identificar o que devemos comer e a definir as necessidades alimentares são: o tipo sanguíneo, o perfil proteico e o metabólico. A intercepção das três vertentes permite-nos encontrar o perfil alimentar de cada indivíduo.

Viajando pela Linha do tempo – “A era da caça”

A era da caça

Segundo D’Adamo “a história do Homem é a história da sobrevivência”, correlacionando os lugares onde os seres humanos viveram com o acto de procurar alimento. Descreve ainda que “cada tipo sanguíneo contém a mensagem genética dos comportamentos e dietas dos nossos ancestrais e, embora estejamos a grande distância da história primitiva, muitos dos seus traços ainda nos afectam”.

As investigações antropológicas demonstraram que o sangue tipo O foi encontrado nos Homo sapiens neanderthalensis e no Homo sapiens sapiens. Nessa época, a dieta baseava-se na carne que caçavam, frutas, legumes e raízes.

Regressando à actualidade, quem apresenta este grupo sanguíneo deve seguir a mesma linhagem no que diz respeito à alimentação, já que este tipo de alimentos é considerado benéfico para o seu sistema. Claro que, actualmente, não precisamos de reproduzir exactamente o comportamento que o homem tinha na época e sair à rua para caçar, mas a ingestão de proteína animal (carne e peixe) deve ser tida em conta. Já em oposição, os cereais, iogurtes e derivados bem como as leguminosas são de difícil digestão e pouco tolerados, devendo por isso ser limitado o seu consumo. Quando se define a alimentação para alguém que tem este tipo de sangue, não podemos assim esquecer a sua herança, e teremos de considerar na sua alimentação um maior impacto de proteína animal, que terá de ser balanceado com o perfil proteico e o metabólico para que a pessoa esteja em equilíbrio e a alimentação lhe dê todos os nutrientes que necessita.

Por: Silvana Sebastião

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