Germinar é gerar vida

  • 23 Abril, 2019

Quando olhamos para as sementes, muitas delas insignificantes no seu tamanho, não conseguimos percecionar o poder interno que elas possuem. A transformação que ocorre para que se transformem em planta foi sempre algo que me fascinou, um pouco como a transformação da lagarta em borboleta.

Todo o processo de sobrevivência que leva a planta a dar flor, fruto e semente que por sua vez irá resistir ao frio e à seca até haver condições para “renascer”/germinar, é um bom exercício de observação e aprendizagem de como viver em sintonia com a natureza.

Se pensarem que todo o processo de transformação é conseguido através da ativação de enzimas que vão transformar as reservas das sementes em tecidos idênticos aos da planta mãe, imaginem o que será uma alimentação baseada nessas plântulas ou sementes hidratadas em início de germinação, nem mais nem menos do que alimentarmo-nos de pequenas bombinhas de enzimas e vitaminas.

A ingestão de germinados e rebentos é a ingestão de todo um complexo enzimático no seu meio natural e energia, em que o processo de transformação interno está no seu máximo, que passam para as nossas células essa sabedoria de como esperar para que na altura certa permitamos iniciar a nossa transformação interna.

Bela visão, não é?

Colocar as sementes em água é dar o beijo da vida para que tudo se inicie, como o beijo do príncipe encantado. Depois é só manter o amor, cuidando diariamente, mantendo a humidade certa para que tudo se transforme.

Rabanete 2

Assim é com as sementes e plantas e assim é com o ser humano. Se queremos ver a transformação em nós só o conseguiremos com muito amor por nós mesmos.

Explicar a germinação foi sempre para mim explicar como amar, cuidar diariamente, observar de perto, estar presente e estar atento às transformações.

Alimentarmo-nos com germinados é nutrir o amor que há em nós e que afinal é tão simples de fazer como o faz a natureza:

1º Passo: Observar a semente e o seu comportamento em contacto com a água

2º Passo: Hidratar

3º Passo: Manter o cuidado diário

4º Passo: Comer e agradecer

Simples não?

Se estás disponível para te amares também estás disponível para fazer germinados e tirar um pouco do teu tempo para diariamente observares os pormenores do seu crescimento e a beleza da magia que a mãe natureza te oferece diariamente e que afinal já nem reparas.

Sementes de Rúcula Sementes de Manjericão Sementes de Aipo

Legenda: Algumas das sementes que já estão a germinar para o workshop de dia 4 de Maio.

 Por: Gisela Cid

 

Gisela Cid

Gisela Cid

Nasci numa quarta-feira pelas 10h da manhã, num dia de sol, em 28/10/1959, na “outra banda”. Deambulei por vários locais, todos muito diferentes, acabando por estacionar no meio das pedras do Parque Natural das Serras de Aire e Candeeiros, no concelho de Porto de Mós, em 1995. Licenciei-me em Silvicultura, pela Universidade Técnica de Lisboa e fui exercendo a minha atividade profissional nos serviços do Estado onde ainda me encontro, procurando ajudar no ordenamento do território florestal. Fui mãe aos 41 e 45 anos de parto natural e passei pela prova de saber o que é o cancro de mama com 48 anos. Com 51 anos começo o meu percurso de auto-conhecimento com formação em PNL (Practitioner), Nutrição, Reflexologia Integrada, Instrutora de Yoga, Chi Kung Terapêutico e mais recentemente Energia Biogravitacional, Sacro Craniana e Perfil Alimentar estes dois últimos ainda em fase de conclusão e pelos quais me apaixonei de coração. A visão de que será necessário vivermos em harmonia com a Mãe Terra leva-me a passar a mensagem ao maior número de pessoas, sendo este o motivo maior de colaboração em vários workshops e palestras sobre alimentação e hábitos de vida saudável. Procuro viver respeitando-me, respeitando a natureza e o seu ritmo da qual faço parte e sinto-me agradecida por todas as dificuldades que a vida me tem oferecido por ter sido a alavanca do conhecimento de mim própria e de muita gente bonita.