Mas Afinal o que é que eu Como Agora?!

  • 3 Setembro, 2017

Penso que esta frase é reconhecida por muita gente. Eu própria pronunciei quando comecei a verificar que muitos dos alimentos que consumia não eram aconselhados para mim. Não poder comer mais “banana com manteiga de amendoim”, esse snack muito utilizado para quem pratica desporto, e que para mim era uma iguaria, foi um verdadeiro choque.

Eu sempre tive cuidado com a alimentação visto praticar bastante desporto e querer atingir objetivos. Por não saber, fazia escolhas que não eram as mais indicadas para mim, mas que a pouco e pouco iam influenciando o meu bem-estar.

Quando descobri o que não podia comer, a grande duvida surgiu… como vou fazer uma alimentação que não seja monótona se tenho tantas restrições alimentares? No inicio era como se estivesse bloqueada e as respostas não apareciam. Mas a surpresa maior deu-se quando percebi que estava presa a uma questão ilusória e aquilo que eu achava que seria um problema desmoronou-se mesmo à minha frente no momento em que reparei que a minha lista de restrições se resumia a menos de uma folha e tudo o que a natureza nos dá não cabia em muitas folhas.

A mente abriu-se, comecei a pesquisar um pouco, inventar muito e, aos poucos, a minha nova lista de receitas aumentava, o que devo confessar ainda está muito no início.

Uma das frases que mais contribuiu para a mudança das minhas crenças alimentares recebi-a de uma amiga. Quando a questionei sobre o que eu iria agora comer, “a praça tem tudo o que tu podes comer” foi a sua resposta pura e simples; e realmente é bem verdade.

Nos dias de hoje a sociedade está tão mecanizada e viciada em produtos industrializados (bolachas, pizzas, molhos…) que nos esquecemos dos alimentos que a natureza nos dá (frutas, legumes, cereais, carne, peixe…). A primeira vez que fiz compras numa praça fiquei tão fã que, atualmente só compro frutas e legumes nas grandes superfícies em último recurso. Mas se por acaso, essa questão não se possa colocar para algumas pessoas, o mais importante é fazer as escolhas acertadas, independentemente do local de compra.

Uma das regras importantes a ter em conta nas nossas escolhas é comprar alimentos de época e produzidos o mais perto possível, ou seja, de produção local.

Para além de conseguirmos poupar na conta do supermercado (pelo facto de serem mais baratos), conseguimos também optar por produtos nacionais, que não estiveram sujeitos a grandes viagens e formas de conservação, por isso mais saborosos e nutricionalmente mais indicados.

Além disso, quanto mais frescos forem os alimentos, melhor.

Actualmente, consegue-se facilmente encontrar informação relativamente à correlação entre os meses do ano e as frutas ou vegetais de cada mês.

Deixo-vos um exemplo:

Frutas e Legumes da Época

Referência: Chaves, S. (2016) Fruta e legumes da época: saiba quando consumi-los. Imagem publicada em https://www.saberviver.pt/fruta-e-legumes-da-epoca-quando-consumir/

 

Mas não fica por aqui. Existe um número infindável de grãos e cereais integrais que podem ser consumidos, bem como algas e leguminosas.

Por isso, a ideia de comer arroz, massa e batatas com carne ou peixe pode rapidamente cair por terra e ser substituída por uma panóplia de combinações fáceis, saborosas, saudáveis e nutricionalmente indicadas para cada pessoa.

variedade

Sejam bem-vindos a um novo mundo de escolhas!

 

Por: Silvana Sebastião

Email: silvana.sebastiao@tesed.pt

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