Uma nova perspectiva: a Energia Biogravitacional

  • 2 Abril, 2017

Em 1915, Albert Einstein deu a conhecer ao mundo a existência de ondas gravitacionais, mas, ele próprio manteve-se muito céptico em relação à possibilidade de as observar e medir, devido ao escasso nível tecnológico da época. Todavia, cem anos mais tarde, no dia 14 de Setembro de 2015, os dois observatórios norte-americanos LIGO[1], em Livingstone -Louisiana-, e Hanford- Washington-, captaram pela primeira vez, simultaneamente, a presença de ondas gravitacionais, iniciando aquilo que desde então foi definido como “a entrada na era da astronomia gravitacional”[2].

Embora para muitos não seja logo óbvia e clara a importância deste evento é, de facto, algo de muito radical, porque implica – e continuará a implicar – uma profunda mudança na maneira de como concebemos o Cosmos e de como ele funciona, abrindo novas possibilidades e novas perspectivas acerca das extraordinárias peculiaridades e potencialidades intrínsecas, tanto no Universo como em nós, sendo suas partes constituintes e activas, sujeitas às mesmas leis e propriedades.

Quando questionamos as pessoas sobre a aceitação à mudança, é muito comum encontrar atitudes bastante limitadoras perante as possibilidades de implementar mudanças em si próprios e no mundo que os rodeia. Quantas vezes a clássica frase ecoa no espaço: “Eu não posso mudar isto em mim, porque é assim que eu sou, faz parte de mim, faz parte da minha personalidade”. A nossa visão da vida pode ser muito focada nos nossos problemas e nas nossas rotinas, mas isso não significa que as coisas sejam realmente assim. De facto, as possibilidades de mudança são muitas e depende só de escolhermos aquilo que queremos ser, nada mais, nada menos, sem radicalismos e devaneios de adolescência, antes de forma adulta e madura.

Não é difícil ficarmos surpreendidos com algumas das descobertas descritas pela física quântica acerca do bizarro funcionamento do nosso Universo. Só para citar algumas:

– A impossibilidade de definirmos uma unidade mínima, fixa e observável de matéria. Cada vez que conseguimos ter o suporte de uma tecnologia mais desenvolvida, acabamos por descobrir que existem partículas ainda mais pequenas, e onde estávamos seguros que tínhamos encontrado algo, acabamos por mais tarde, descobrir continuamente o vazio.

– A matéria pode-se manifestar ora como ondas, ora como partículas, tendo dois aspectos e comportamentos diferentes dependendo da forma como entramos em contacto com ela.

– A noção de tempo, expressa na forma de passado – presente – futuro, não funciona no mundo quântico: o que existe é a simultaneidade e a sincronicidade.

Resumindo, tudo isto quer dizer que, as ideias que temos sobre a Realidade e sobre as percepções que temos no dia-a-dia podem não ser tão claras como julgamos, e o único elemento seguro que podemos questionar é a nossa forma de a interpretar, pois aquilo a que chamamos Realidade e que experienciamos diariamente depende exclusivamente de nós e da nossa forma de funcionar.

Se precisamos de elevar a nossa imaginação para conseguirmos conceber que a matéria pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, e ter duas manifestações distintas, quase precisamos de chegar ao mundo da fantasia, quando pensamos em como é que nós, que somos, entre outras coisas, matéria, poderíamos ter múltiplas dimensões e sermos muito mais do que aquilo que percepcionamos ser?

Acham impossível? Então há uma boa notícia para vos inspirar: todos nós temos a capacidade para experimentar e usar a Energia Biogravitacional, elevando a nossa sensibilidade, temos a possibilidade de aceder, depois de alguma prática, a informações remotas acerca do nosso próprio funcionamento, conseguindo, eventualmente, alterar e modificar algumas instruções que lá estão codificadas.

Parece ficção científica? Sim, até parece mas não é e há uma outra boa notícia: existem muitas pesquisas científicas a comprovar o que tenho vindo a descrever, para além das muitas experiências directas de testemunhos e protagonistas de histórias verídicas que descrevem e comprovam a existências de várias dimensões, como também da possibilidade de ter acesso a elas. Por último, a própria experiencia de Paulo Pais, criador da Tesed, tal como os gregos antes de Copérnico, já teorizavam que era o Sol a estar no meio do Sistema Solar, mas não o conseguiam provar: ele também antes da sua comprovação em 2015, já usava a Energia Biogravitacional para fins terapêuticos, e não porque acreditasse cegamente em Einstein, mas quase por engano, descobriu ser possível o acesso a essa energia bem como o modo de a usar. É real, e tem efeitos práticos reais. Experimentar para crer.

A Energia Biogravitacional regula e define algumas das leis e dos processos naturais do Universo. O seu uso proporciona um acesso directo ao nosso mundo mais íntimo, permitindo um caminho de descoberta de nós próprios sem intervenções externas.

Ao descobrir quem eu sou, posso alterar e corrigir situações que já não estão de acordo com aquilo que quero para mim. Sabendo mais acerca de mim mesmo, consigo respeitar-me melhor, escolher melhor, viver melhor comigo e com os outros. Se eu sei quem eu sou, já não me vou perder tantas vezes perante as dúvidas e as incertezas. Se eu sei quem eu sou, posso escolher ser melhor naquilo que já fui, posso decidir crescer mais, de aceitar mais de mim, de amar-me mais, de realizar aquilo que eu verdadeiramente sou e não apenas aquilo que, em função de um papel social, é suposto ser. Se eu me conheço, respeito quem eu sou, e se eu respeito quem eu sou, não há espaço para a mentira, para o medo, ou para a vergonha. Se sei quem eu sou, não preciso de viver no passado porque já o vivi plenamente, e não tenho medo de ir para frente. Se eu sei quem eu sou, não preciso de viver no futuro porque consigo viver comigo em cada momento do presente, e caminho sem pressa, confiante, na direcção daquilo que escolho para mim, aceitando-me, amando-me e respeitando-me continuamente.

Usar esta forma energética significa usar a mesma linguagem do Universo, e, sobretudo, significa usar uma energia limpa, pura, sem cargas electromagnéticas que podem interferir com o correcto funcionamento do nosso organismo; significa estarmos desvinculados das leis do tempo e da matéria tal como os conhecemos, significa elevar a nossa percepção de como é construído o molde, a partir do qual tudo é construído à nossa volta, o nosso mundo interior.

Se a nossa evolução está ligada à elevação do nível de consciência e ao desenvolvimento de capacidades ainda latentes em nós, a Energia Biogravitacional pode proporcionar um salto de qualidade nessa direcção, transformar o potencial existente em verdadeiras capacidades, metamorfosear conhecimento em sabedoria, fazendo-nos descobrir, lapidar e finalmente polir o “diamante” que cada um de nós encerra.

[1] Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory.

[2] <<Osservate le onde gravitazionali a 100 anni dalla previsione di Einstein>>, artigo publicado no web-site do Istituto Nazionale di Fisica Nucleare Italiano, em 11 de Fevereiro de 2016.

 

Por: Sara Di Chiazza