Dor no joelho persistente: um caso real de recuperação funcional

15 Jan, 2026 | Casos Reais

Um caso real de dor persistente, circulação comprometida e recuperação funcional progressiva

Terapeuta responsável: Vânia Santos Calado


Em poucas linhas

Uma mulher de 60 anos, reformada por invalidez, vivia com dor intensa no joelho (9/10), limitação marcada da mobilidade, dor lombar recorrente, varizes dolorosas e falta de energia frequente. Iniciou um ciclo de sessões de terapia sacro-craniana com protocolo base, com o objetivo principal de reduzir a dor no joelho. Ao longo de cinco sessões, verificou-se uma evolução não linear, com fases de alívio, sintomas transitórios intermédios e posterior estabilização, culminando na ausência de dor no joelho, redução significativa da dor associada às varizes, melhoria da energia geral e retoma das caminhadas.


O que a pessoa sentia

Sintomas físicos

  • Dor no joelho diária, ao longo de todo o dia, com intensidade 9/10, associada a limitação importante da mobilidade e dificuldade em dobrar o joelho
  • Dor lombar presente 4 a 5 vezes por semana, com intensidade 6/10, agravada ao final do dia e à noite
  • Varizes volumosas nas pernas, com dor diária:
    • Intensidade 7/10 em dias de calor
    • Intensidade 5/10 em dias amenos ou frios, sobretudo após longos períodos em pé

Sintomas emocionais

  • Falta de energia para enfrentar o dia, presente 4 a 5 vezes por semana, com intensidade 6/10, desde o acordar até meio da tarde

Contexto pessoal relevante

Mulher de 60 anos, casada, mãe de três filhos (partos normais), reformada por invalidez. Gostava de passear, estar com a família e fazer caminhadas, atividade que deixou de conseguir realizar devido à dor no joelho e à falta de energia. Alimentação variada, sem restrições específicas. Faz medicação para a tensão arterial e circulação.
Historial clínico relevante inclui cancro da mama aos 47 anos, com mastectomia e quimioterapia, e diagnóstico recente de lesão do menisco com presença de líquido no joelho. Nunca tinha experimentado a técnica terapêutica aplicada neste estudo.


O que foi feito

Técnicas aplicadas

  • Protocolo base de terapia sacro-craniana, aplicado de forma consistente em todas as sessões

Duração e frequência

  • 5 sessões, realizadas ao longo de várias semanas
  • Registo clínico detalhado sessão a sessão, com avaliação contínua da dor e dos sintomas associados

Objetivo terapêutico global

Avaliar o impacto do protocolo base sacro-craniano na dor do joelho e observar possíveis efeitos secundários na dor associada às varizes, considerando o corpo como um sistema integrado e dinâmico.


Evolução ao longo das sessões

Fase inicial (1.ª sessão)

A paciente chegou com ar pesado e cansado, com dor no joelho 9/10 e dor de cabeça 6/10. Durante a sessão, foi observada libertação do diafragma pélvico e abdominal, bem como assimetria marcada no movimento do esfenóide. A própria relatou sensação de “o sangue a correr por todo o corpo”.
Ao terceiro dia após a sessão, a dor no joelho aliviou, mas surgiu dor no cotovelo, ilustrando uma resposta inicial de redistribuição sintomática.

Fase intermédia (2.ª e 3.ª sessões)

Na segunda sessão, a paciente apresentou-se mais leve e bem-disposta. A dor no joelho reduziu para 5/10, com recuperação progressiva da mobilidade. A dor associada às varizes diminuiu para 6/10, mesmo numa semana de calor, e a falta de energia melhorou para 4/10.
Na terceira sessão, chegou com muita energia. A dor lombar ocorreu apenas duas vezes desde o início do processo, com intensidade 4/10, e deixou de persistir. O joelho apresentava maior mobilidade, com dor reduzida para 4/10, já sem dificuldade em levantar-se.

Fase final (4.ª e 5.ª sessões)

Na quarta sessão, não referia dor nas varizes apesar do calor. A dor no joelho reduziu para 3/10, ocorrendo apenas duas vezes, por períodos curtos, após condução prolongada.
Na quinta sessão, a paciente relatou ausência total de dor no joelho desde a sessão anterior. A dor nas varizes ocorreu apenas uma vez, com intensidade 2/10, durante cerca de uma hora após muito tempo em pé. A energia aumentou e a motivação melhorou, tendo retomado as caminhadas.


O que mudou

ParâmetroInício do acompanhamentoFinal do acompanhamento
Dor no joelho9/10 diária0/10
Mobilidade do joelhoMuito limitadaRecuperada
Dor lombar6/10, 4–5x/semanaAusente
Dor associada às varizes5–7/10 frequenteRara, até 2/10
Energia diáriaBaixa (6/10)Aumentada e estável
CaminhadasInterrompidasRetomadas

Evolução emocional

O percurso emocional acompanhou de perto a evolução física. No início, predominavam o cansaço, o peso corporal e a sensação de limitação. Ao longo das sessões, o discurso e a postura tornaram-se progressivamente mais leves, com aumento visível da energia e da motivação. No final do processo, a paciente demonstrava maior confiança no corpo, mais ânimo e satisfação por voltar a realizar atividades que tinha deixado de fazer.


O que podemos aprender com este caso

  1. A resposta terapêutica pode ser não linear, com alívios iniciais, sintomas transitórios intermédios e posterior estabilização.
  2. A dor localizada pode melhorar quando o corpo é abordado de forma global e integrada, respeitando os seus mecanismos de adaptação.
  3. Alterações físicas e emocionais tendem a evoluir em conjunto, refletindo reorganização funcional do sistema nervoso e do movimento.
  4. A melhoria da mobilidade tem impacto direto na autonomia e na qualidade de vida.

Privacidade e transparência

Este é um caso real, com dados clínicos desidentificados. Não são utilizados nomes, locais ou elementos que permitam a identificação da pessoa acompanhada. Os resultados apresentados referem-se exclusivamente a este caso específico.

Descubra a Nossa Formação

Explore as nossas ofertas de formação para uma compreensão profunda e integrada do corpo humano. Aprofunde o seu conhecimento sem pressa e com propósito.