As perguntas mais frequentes – parte 1

  • 6 Novembro, 2017

Enquanto fui aprendendo medicina, psicologia e as várias técnicas terapêuticas inerentes a estes dois temas do conhecimento humano, sempre me foi muito fácil responder às questões que me faziam. Percebi mais tarde, que não era pela minha grande capacidade de comunicação, mas porque aquilo que fazia se aproximava ou encaixava na lógica do conhecimento ou nas referências que as pessoas que me questionavam tinham.

Os problemas de comunicação a sério começaram quando comecei a fazer algo que não se encaixava no conhecimento geral, TESED – Medicina Holística Integrada, e aí percebi as minhas limitações e incapacidades comunicativas. Ainda hoje me lembro de ter estado três horas a responder às questões que uma paciente, incrédula, me fazia, enquanto com o olhar procurava algum equipamento escondido ligado ao meu computador, tendo mesmo muita dificuldade em entender aquilo que eu lhe explicava e como isso estava relacionado com tudo aquilo que tinha acontecido no seu corpo: tal como o desaparecer da dor na coluna vertebral e o mau estar geral em que se encontrava. Tinha sido apenas eu sem qualquer instrumento e sem necessidade de manipular directamente qualquer parte do seu corpo? Quando saiu da consulta não estava muito convencida do que eu lhe tinha dito, era como se eu a estivesse a tentar enganar, e eu estava totalmente desesperado pela minha incapacidade para explicar o que tinha acontecido de uma forma que ela entendesse.

Ainda hoje surgem perguntas sobre o que faço, como funciona, quais as patologias que trata, quais os efeitos secundários, uma serie de questões que ao longo do tempo fui aprendendo a dar uma resposta, mas que nem sempre é possível esclarecer totalmente, pois envolve conhecimentos sobre medicina, psicologia, física quântica, biologia celular, epigenética, cosmologia, neurociências, para além de outras que a maior parte do homem comum não tem. Comprometi-me neste texto a tentar explicar o que faço, dando resposta às perguntas mais frequentes que me colocam e espero que seja esclarecedor.

1 – Como é que funciona aquilo que fazes?

Esta pergunta sempre foi das mais difíceis para mim por não conseguir encontrar referências que as pessoas entendessem ou soubessem que existia. Apesar de ainda ser uma pergunta exigente, ficou um pouco mais fácil quando em 2016 se confirmou a existência de ondas gravitacionais, tendo sido atribuído ainda este ano o Premio Nobel da Física aos cientistas que estiveram por detrás dessa descoberta prognosticada por Albert Einstein.

Apesar de ter conseguido algumas referências não diminuiu a complexidade de explicar.

Imaginem que vivemos dentro de uma caixa, nessa caixa as paredes estão pintadas de branco, e existem alguns móveis espalhados aleatoriamente pelo espaço. Para além disso essa caixa não tem contacto com nada exterior a ela, ou seja, não entra ou sai nada dessa caixa, está hermeticamente fechada. Decidimos dar um arranjo e uma decoração nova à sala. Como essa sala não tem comunicação com o exterior só podemos redecorar a caixa com aquilo que está dentro da caixa. Assim as paredes ir-se-ão manter brancas, pois não temos acesso a tintas que teriam de vir do exterior, e os móveis apenas os iremos colocar noutro local, a sala seria basicamente a mesma apenas com uma organização diferente. Mas, para mudarmos de facto algo e não darmos apenas uma aparência diferente precisamos de algo mais, é aqui que a energia biogravitacional intervém de forma a dar o material que precisamos para fazer essa mudança.

Com esses novos materiais e informação ensinamos a pessoa a dar as condições para que as sementes de cura possam germinar. Juntamente com uma linguagem que a nossa mente entende, reúnem-se as condições para que a consciência se eleve e a mudança real seja feita. Aliado a isso temos todo o conhecimento fisiológico e psicológico existente neste momento no planeta, unindo assim, a medicina ocidental, com a chinesa, com a ayurvédica e ainda a psicologia desde Freud até aos dias de hoje, bem como, os conceitos integrados de reflexologia e de técnicas terapêuticas desenvolvidas por mim, respeitando totalmente o conceito de integração de todos esses conceitos.

2 – E como é uma consulta contigo?

Numa primeira consulta a alimentação irá ser revista tendo em conta o perfil alimentar de cada pessoa, ou seja, cada pessoa tem alimentos que são proibidos e por outro lado tem a necessidade de determinados alimentos. O seu perfil alimentar pode ser identificado através de quatro variáveis principais: o tipo de sangue, o tipo proteico, o tipo metabólico e sintomatologia apresentada. Nas consultas seguintes, dependendo da adesão à alimentação e do modo como o organismo está a reagir, começo a trabalhar com a energia biogravitacional aliado à linguagem para iniciar a resolver o ser físico, o ser emocional e o ser espiritual, dando consciência das mudanças que a pessoa deve fazer no seu dia-a-dia para que a cura e a saúde seja atingida. O alívio de sintomas não é o objectivo primordial, apesar de isso normalmente também acontecer, e todo o processo é liderado no sentido de se atingir a cura.

3 – O que acontece numa segunda sessão quando começas a tratar a pessoa?

Depois de na primeira sessão ter feito o diagnóstico e ter regularizado a alimentação de acordo com as necessidades do paciente, na segunda consulta e restantes analiso sempre a evolução e defino o método ou métodos terapêuticos mais adequados ao tratamento nessa sessão. Para tratar posso usar conceitos terapêuticos de reflexologia ou sacrocranianos ou aquilo que uso mais é a energia biogravitacional e os processos terapêuticos inerentes à mesma e que foram desenvolvidos por mim. Para o paciente é relativamente simples, apenas precisa de fechar os olhos e permitir que a cura aconteça. De acordo com a necessidade poderei durante o processo falar com ele ou não, poderei tocar terapeuticamente em partes específicas com o objectivo de desbloquear algo no corpo, ou simplesmente apenas voltar a falar com ele para que abra novamente os olhos. Basicamente e de forma sucinta, nós estamos todos interligados através da malha biogravitacional, assim ao tocar essa malha irei conectar cordas que estavam “cortadas” ou “desligadas”, regularizar e equilibrar a malha biogravitacional, colocar as cordas a vibrar na sua frequência própria permitindo alterar os estados patológicos em que os pacientes se encontram, conectando deste modo o corpo, a mente e a alma.

4 – Quanto tempo dura uma consulta?

A primeira consulta dura cerca de duas horas e engloba a análise de toda a situação clinica, a definição das alterações alimentares e de estilo de vida que devem nesta fase ser atingidos. O tempo de duração das consultas seguintes depende de cada pessoa, da situação e da evolução apresentada, podendo variar entre uma a duas horas. Em casos muito específicos poderá alongar-se para mais do que as duas horas. Neste tipo de abordagem não existem protocolos nem tempos de aplicação estipulados. O que for feito será de acordo com aquilo que aquela pessoa precisa naquele momento e, como se pode calcular, cada pessoa tem as suas necessidades e variam elas próprias no tempo. Não é por durar mais tempo que será melhor ou mais eficaz, o tempo de duração será o resultante dos processos terapêuticos que o paciente precisar naquele dia tendo em vista a sua cura.

5 – Que tipo de patologias este método trata?

Esta é das perguntas mais interessantes.

Estamos tão habituados a ir ao médico de clinica geral e depois sermos direccionados para um especialista, ou então, identificamos logo qual a área do corpo afectada e dirigimo-nos autonomamente a um especialista, que quando alguém nos responde referindo que “não trata doenças, mas sim pessoas” ficamos meio perdidos no que é que essa frase significa.

Ao entendermos os sintomas como locais, achamos que precisamos de alguém especializado naquela área do corpo para que a situação seja resolvida. As doenças são apenas o reflexo de um desequilíbrio existente na conexão corpo-mente-espirito e não o tema em si.

Nesta medicina actua-se globalmente e nunca localmente, isso não significa que não seja necessário algumas vezes ajudar localmente, mas nunca esquecemos que o desequilíbrio não está ali, apenas se está a manifestar agora naquele local. Não seguimos catálogos de identificação de doenças para tratar as pessoas. Esses catálogos apenas servem para especialistas em terapia comunicarem entre si, não ajudam a tratar a pessoa e muitas vezes apenas atrapalham. Quando damos um nome a um conjunto de sintomas para facilitarmos o processo de comunicação e podermos assim definir um diagnóstico não temos a noção das limitações que vamos criar.

Ao identificarmos a patologia ficamos todos descansados pois identificamos a doença que aquela pessoa tem permitindo logo a seguir a aplicação de um protocolo terapêutico de acordo com o diagnóstico feito. Actualmente é muito comum as pessoas chegarem até mim com o nome da doença que padecem e sabem tudo sobre essa doença, inclusive sobre a sua evolução futura. Chegam à procura de um alívio para a mesma pois acreditam que não haverá muito mais a fazer para além do alívio dos sintomas existentes. Essa crença é bloqueadora da cura, pois as pessoas já não têm esperança de que algo se possa fazer para reverter o processo. Quando a esperança morre não há remédio, por mais milagroso que seja, que consiga funcionar.

O que é relevante é o conjunto de todos os sintomas que a pessoa apresenta, sejam eles físicos, emocionais, de estilo de vida, etc…, ou seja tudo aquilo que aquela pessoa é naquele momento é importante para a podermos tratar adequadamente. Assim o objectivo nunca será restrito à patologia apresentada, mas sim tratar a pessoa no seu todo, envolvendo todas as variáveis das quais ela irá depender para que a cura aconteça.

(Por ser muito extenso este artigo foi dividido em 2 partes, sendo que a segunda parte sairá na próxima Newsletter no dia 20 de Novembro.)

Por: Paulo Pais