As perguntas mais frequentes – parte 2

  • 19 Novembro, 2017

… (Continuação do artigo anterior)

6 – Quantas sessões é que são necessárias?

O número de sessões não depende dos sintomas apresentados, mas da pessoa, da sua história pessoal e até que ponto os sintomas estão ligados àquela pessoa. Por exemplo, uma simples dor nas costas exactamente igual em duas pessoas diferentes, pode para uma ficar resolvida numa sessão e para a outra só depois de algumas sessões estar resolvida. Isso acontece pois nunca se sabe qual a ligação que um sintoma tem em cada pessoa. Na primeira era algo superficial, na outra estava ligada a várias questões, que só depois das mesmas estarem resolvidas é que a dor nas costas ficou resolvida.

Outro aspecto que é importante ter em conta é a disponibilidade que a pessoa tem para a cura, ou seja, existem pessoas que apenas estão interessadas no alívio do sintoma e não pretendem alterar mais nada na sua vida, nem ganhar consciência daquilo que tem de ser mudado. Nesse caso, o processo é mais lento e pode mesmo ficar estagnado. Quando a pessoa está comprometida com a cura, o processo, normalmente, é mais rápido e bastante motivador tanto para o paciente como para o terapeuta.

Nos desequilíbrios que enfrentamos só existem na realidade dois tipos de situação: as pessoas que se querem curar e as pessoas que não querem. Nas primeiras a saúde será recuperada, em mais ou menos tempo, mas será sempre recuperada. Nas segundas a doença mantem-se e apenas se irá caminhar de alívio de sintoma em alívio de sintoma, até chegar ao ponto em que a doença se instala de tal forma que os alívios de sintomas já não funcionam.

7 – Quando se inicia um processo destes quando é que ele pára?

Depende sempre do objectivo da pessoa. Se o objectivo for apenas o alívio do sintoma, não serão necessárias muitas sessões para que isso se atinja. Se o objectivo é a cura, então teremos um processo diferente em que, como é claro não termina no alívio do sintoma, e irá até ao momento em que a pessoa ganhará autonomia no caminhar no sentido da cura. É um processo que pode demorar mais tempo, mas que não tem uma resposta única.

8 – Quais os efeitos secundários?

Os únicos efeitos secundários que podem existir têm a ver com o processo de cura. Para que a cura possa acontecer é necessário ensinar o corpo e a mente a ultrapassar padrões de funcionamento, uns físicos outros emocionais, e são essas mudanças que o paciente poderá nalguns casos sentir como desconfortáveis, mas são equivalentes a quando uma ferida está infectada e é necessário limpar, desinfectar e dar as condições para que a mesma sare e acabe por se fechar. Durante o processo de cura de uma ferida a região afectada poderá doer, sentirmos comichão, ou mesmo outras situações que podem aparecer e que entendemos como pertencente ao processo de cura daquela ferida.

Neste processo acontece o mesmo, tratamos as várias feridas que a pessoa tem, limpando, desinfectando e dando as condições para se poderem curar. Nesse processo irão existir manifestações relativas ao próprio processo de cura dessas mesmas feridas, e esses são os únicos efeitos secundários que existem aqui, ou seja, a cura e o processo de cura são em si próprios os efeitos pretendidos e vão ser aquilo que teremos.

9 – O que ensinas no curso é o que fazes em terapia?

Sim. O curso TESED-Medicina Holística Integrada contém 9 módulos principais e é tudo aquilo que faço em terapia em termos práticos e teóricos:

– a Reflexologia numa vertente ampla, em que todo o corpo reflexológico é usado para tratar e ajudar a pessoa a recuperar – Módulos Reflexologia Podal e Reflexologia Auricular;

– a interligação do sistema mecânico com a reflexologia e o sistema energético – Módulo Sacrocraniana;

– a interligação das varias medicinas e a reflexologia – Módulo Corpo Reflexo;

– a nutrição como ponto essencial de suporte e transformação – Módulo Perfil Alimentar;

– a energia biogravitacional – Módulo Energia Biogravitacional;

– a aprendizagem de uma linguagem nova de comunicação com a nossa mente – Módulo Conexão Espinal;

– o uso avançado da energia biogravitacional e da linguagem de comunicação com a mente na prática clinica e na identificação de padrões patológicos – Módulo Ascensão;

– no módulo de Prática Clinica Avançada congrega-se e amplia-se toda a aprendizagem dos módulos anteriores no seu uso terapêutico.

Existem ainda dois módulos opcionais que são a Iridologia Avançada (método de diagnóstico) e Movimentos para a Saúde (o movimento como forma de atingir níveis de saúde elevado).

10 – A integração de todos os conceitos sobre medicina seria uma tarefa só por si quase impossível, ainda juntaste os conceitos actuais sobre psicologia humana, como é que conseguiste fazer isso?

A minha formação inicial não tem absolutamente nada a ver nem com um nem com outro. Quando aos 35 anos comecei a estudar medicina e psicologia, o único interesse que tinha era arranjar formas de me ajudar a mim próprio e à minha família, e acima de tudo curar-me e não voltar a adoecer. Estava aberto a tudo o que me ensinavam, sem criar qualquer barreira de julgamento momentâneo. Depois ia estudar e tentar entender mesmo a fundo aquilo que me ensinavam. Com o tempo percebi que todos falavam do mesmo, mas de formas diferentes. Nessa altura comecei aos poucos a integrar conhecimentos, a aproveitar aquilo que se aplicava na prática e a rejeitar aquilo que tinha pouca aplicação prática ou estava mesmo errado. Foi um processo longo, levou-me 16 anos, e aos poucos o puzzle ia sendo montado.

Quando em 2012 surgiu o embrião daquilo que hoje é a TESED, começou a colocar em causa tudo o que eu tinha estudado e ao mesmo tempo peças que não se encaixavam e estavam separadas do puzzle começaram estranhamente a encaixar-se. Estas não se encaixaram antes porque a perspectiva estava distorcida por conceitos ilusórios de verdades absolutas inquestionáveis. Quando o castelo veio totalmente abaixo tive de voltar a montá-lo, mas agora com as peças certas no sítio certo. É claro que havia peças que não pertenciam ao castelo e tiveram de ser rejeitadas, mas também houve peças novas que surgiram.

No final de 2014 tudo estava integrado e a partir daí conclui o livro que já escrevia desde 2004. Desenhei o primeiro esboço do curso actual, terminando todo o processo em 2015 com a consequente edição do livro “TESED-Para acabar de vez com a ciência… e tudo o resto” e o arranque em 2016 da estrutura modular actual dos nossos cursos TESED-Medicina Holística Integrada.

11 – Qual a razão para o curso ser modular e não ter um princípio e um fim obrigatório?

Entendemos que cada um é livre de definir o seu próprio caminho e deste modo pode fazê-lo.

Podemos aconselhar um percurso, mas cada pessoa sabe melhor do que ninguém o que precisa.

No curso TESED-Medicina Holística integrada existem apenas dois módulos de base, Reflexologia Podal e Energia Biogravitacional. O primeiro dá acesso a todos os módulos que tem por base a reflexologia, e o segundo dá acesso à Conexão Espinal e depois ao módulo da Ascensão.

O módulo Perfil Alimentar é independente e não necessita que os de base sejam feitos. A excepção acontece apenas no módulo Pratica Clinica Avançada que só existirá acesso para quem tenha todos os módulos completos.

Em cada módulo transmitimos todo o conhecimento teórico e prático que o estudante precisa para exercer profissionalmente as técnicas terapêuticas ensinadas, ou seja, quem começa a estudar connosco pode ao fim de alguns meses estar a exercer, e ao mesmo tempo que está a exercer e a praticar começa a ter uma abrangência maior do que é ser terapeuta, das valências que pretende ter e complementar, ao seu ritmo, com os módulos que achar mais adequados para si, podendo fazer uma aprendizagem mais consistente e tornar-se assim um terapeuta competente e credível.

Por outro lado, existem terapeutas que já exercem e apenas estão interessados num ou noutro módulo para poderem complementar ou integrarem naquilo que já fazem e têm assim a possibilidade de o fazer sem terem de tirar todos os módulos. Temos uma perspectiva muito própria e específica sobre a aplicação de métodos terapêuticos e sobre a forma como eles se integram, e aceitamos que outros os usem como acharem mais adequadas.

É a nossa convicção que o ensino desta área do conhecimento deve ter uma base credível e consistente e cabe-nos a nós fazermos aquilo que sabemos para que isso aconteça, dando aos nossos terapeutas as condições necessárias, acompanhando-os nas suas dificuldades e ajudando na prossecução da efectivação de uma via profissionalizante. Para isso dedicamos um dia por semana aos nossos terapeutas, fazendo supervisão clinica, desenvolvendo capacidades e actualizando continuamente os seus conhecimentos.

Por: Paulo Pais