Corpo, Mente e Alma

  • 7 Agosto, 2018

– Mestre, a última conversa que tivemos foi um pouco forte. Ainda estou a digeri-la!

– Nós já tivemos tantas conversas, qual era o tema?

– Aquela em que tu falaste das funções do consciente, da sua liderança e da forma de comunicar.

– Sim, já me lembro.

– Sabes, mexeu bem comigo! Percebi que o problema não era só o modo como eu comunicava com a minha mente. Esse processo, eu reflectia-o também no modo como comunicava com os outros. O meu mundo exterior era um reflexo do modo como eu lidava com a minha mente.

– Dizes era. Significa que já não é?

– Estou a tentar. Pelo menos agora é mais consciente. Ajudou ter consciência do processo. Estou num processo de mudança, já encontrei muitas coisas da minha vida que percebi que não estavam de acordo com aquilo que eu quero ser. Estou a assumir a responsabilidade, a ganhar confiança, em suma começo a tomar as rédeas da minha vida. É apenas o início, mas já noto as diferenças. Às vezes, até são coisas pequenas mas que fazem toda a diferença. Estou a gostar!

– Isso é óptimo!

– O que eu queria falar hoje contigo, refere-se a um tema que afloraste na última conversa e que me deixou curioso.

– Qual foi?

– Essa história do corpo, da mente…

– E ainda não te falei da alma… de sermos um ser tripartido liderado pelo consciente…

– Bom, essa agora… Como é que isso funciona? Sabes, eu acho até que não tenho alma…!

– Mas digo-te que ela existe.

– Mente e corpo consigo percepcionar. Consciente também consigo entender o conceito, mas alma? Tu afirmas que ela existe, mas honestamente é-me difícil entender, é-me difícil percepcionar! Não será mais um conceito teórico?

– De facto, percepcionar a nossa alma não é de todo fácil e nem todos conseguem ter acesso a ela, mas todos podemos entrar em contacto e aceder à sua essência. Podes chamar, se quiseres, o teu Eu Superior, mas ela tem mesmo um nome, e alma é de facto o que ela é. Sabes, é aquilo que tu és, é a tua essência, é o teu espirito. Ela está contigo para que tu possas seguir a tua missão. Ela sabe qual é. Ela faz parte dessa consciência organizadora que nos envolve a todos e nos interconecta, tornando-nos todos um e só um.

Percepcionar a nossa alma é um processo muito pessoal. É diferente para cada um de nós. Não existe um método, um protocolo ou uma técnica específica para que isso aconteça. Só temos de permitir e caminharmos na sua direcção. Quando permitimos e estiver na altura certa ela manifestar-se-á. Limpa a tua mente dos medos, das dúvidas, dos julgamentos gratuitos e sem sentido, confia em ti e perdoa-te, e quando estiveres preparado ela aparecerá.

– Estás a dizer-me que aquilo, que me disseste anteriormente, é de importância vital nesse processo?

– Sim.

– Explica-me agora, quais as funções da alma, da mente e do corpo?

– O corpo apenas tem como função permitir-te realizar aquilo que quiseres realizar, nesta plataforma de campo electromagnético, de espaço tridimensional e tempo linear. Obedece aos programas da mente. Não exige muito de ti desde que lhe dês o que ele precisa.

A mente faz a ligação entre o corpo e a alma, e recebe os comandos do consciente. Se não tiveres cuidado e não a liderares correctamente, torna-se arrogante e só faz aquilo que quiser fazer, tomando conta de todo o teu ser.

A alma faz a ligação com o outro lado do véu, com as outras dimensões. Apenas está interessada em que tu cumpras o plano que ela fez para ti, foi ela que definiu a tua missão. Ela está interessada em experienciar isso mesmo, na sua verdadeira plenitude. Todo o caminho que percorreres para lá chegar, tudo o que fizeres e experienciares é para ela uma aprendizagem que lhe permite elevar-se na sua vibração. Ela é quem eras, quem és e quem vais ser. Guia-te no caminho que ela própria escolheu para ti. Na realidade, como ela és tu, foste tu que o planeaste!

Quando o consciente não segue os sinais da alma e segue os sinais da mente, pode estar a seguir por caminhos irrelevantes e sem sentido para a alma. Quando isso acontece, o vazio instala-se e a alma poderá não ter mais interesse em continuar aqui.

Quando as emoções governam a nossa vida em vez do sentimento, a alma perde a vontade de continuar.

– Não tenho a certeza mas penso que entendi. Devo percorrer conscientemente o caminho que a minha alma planeou para mim, liderando e comunicando com a minha mente para que esse plano se concretize. Elevando nesse processo o meu nível de consciência.

– Dito dessa forma… é isso mesmo!

– Mas agora, tenho muitas questões. Porque é que tem de ser assim? Porque é que essa informação não está disponível logo desde o início? Seria bem mais fácil, não?! Todos sabiam o que tinham a fazer!

– São boas perguntas, mas vai ficar para outro dia. Hoje já é tarde. Da próxima vez falaremos sobre isso.

Por: Paulo Pais in “Conversas com o Mestre”