Escoliose e respiração: como a sacro-craniana mudou tudo neste caso real

17 Set, 2025 | Casos Reais

Escoliose, respiração difícil e noites mal dormidas — o que aconteceu quando olhámos para o corpo de uma criança como um todo.

Terapeuta: Ana Raquel Pereira

Em poucas linhas

Uma menina de 4 anos apresentava escoliose, cifose com dores nas costas, palato ogival, secreções nasais, ressonar, respiração oral durante o sono e alguma perda auditiva. Também mostrava irritabilidade, dificuldade em adormecer e despertares noturnos.
Iniciou sessões quinzenais de terapia sacro-craniana (35–45 minutos cada), avaliando-se os resultados com fotografias e escalas de intensidade/frequência dos sintomas.
Ao longo das sessões, a postura melhorou, a audição normalizou, a criança deixou de ressonar e passou a dormir melhor. A irritabilidade diminuiu e o corpo mostrou sinais claros de maior equilíbrio.

“Adormecia durante as sessões, como se finalmente o corpo pudesse descansar.”

O que a criança sentia

Sintomas físicos

  • Cansaço ao acordar
  • Dores nas costas
  • Secreções nasais esverdeadas
  • Ressonar quase diário
  • Dormir de boca aberta
  • Perda auditiva (líquido no canal auditivo)

Sintomas emocionais

  • Irritabilidade diária (birras, crises de choro)
  • Despertares noturnos com dificuldade em voltar a dormir
  • Dificuldade em adormecer (necessidade de aprovação, baixa confiança)

O que fizemos

Foi aplicado o Protocolo Base de Sacro-Craniana, com atenção especial às assimetrias do ritmo craniano e às disfunções relacionadas com o palato ogival e diafragma pélvico.

Plano: sessões de 2 em 2 semanas, com duração de 35 a 45 minutos.
Ideia central: não tratámos “apenas a postura”, mas sim o equilíbrio global entre corpo, respiração e emoções.

Linha do tempo (o essencial em 4 sessões)

Sessões 1–2: início com colaboração variável; dores nas costas e assimetrias ainda marcadas.
Sessão 3: alterações visíveis — sem cansaço ao acordar, menos irritabilidade, audição melhor.
Sessão 4: redução da cifose e da assimetria dos ombros, secreções menos intensas, despertares noturnos desapareceram.

Evolução emocional

  • Início: irritabilidade acentuada, dificuldade em adormecer, grande ligação de dependência à mãe.
  • Intermédio: maior capacidade de relaxar; adormecia nas sessões.
  • Final: menos birras, mais calma ao fim do dia, mais confiança para dormir sozinha no próprio quarto.

O que mudou

  • Postura: cifose e ombros assimétricos melhoraram.
  • Respiração: deixou de ressonar, respira melhor, dorme com boca menos aberta.
  • Audição: deixou de apresentar perda auditiva.
  • Sono: despertares noturnos desapareceram; adormece melhor.
  • Emoções: menos irritabilidade e crises de choro; maior tranquilidade.

E o palato duro?

Foi identificado bloqueio das estruturas do palato, que limitava a respiração e contribuía para os sintomas. O protocolo do palato duro foi recomendado como passo seguinte, com periodicidade de 3 em 3 semanas, complementando o trabalho sacro-craniano.

O que podemos aprender com este caso

  • A sacro-craniana atua no corpo como um todo. Ao equilibrar o líquido cefalorraquidiano e libertar restrições, sintomas físicos e emocionais cedem em conjunto.
  • As crianças respondem rapidamente. Alterações marcantes surgiram já a partir da 3.ª sessão.
  • O contexto emocional importa. Sendo filha da terapeuta, houve desafio adicional na gestão da relação; ainda assim, os resultados mostraram-se consistentes.
  • O timing faz diferença. Se tivesse iniciado logo após o parto (cesariana às 38 semanas), os benefícios poderiam ter sido ainda mais precoces.

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